Aqueles que não acreditam em mágicas, nunca irão encontrá-la.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tudo dentro do meu coração é amor...

Eu sei que hoje não é Dia das Mães, mas peraí, acho que dia de Mãe é todo dia, né não?Mas vou contar aqui uma cena que presenciei hoje de manhã lavando a frente de casa, passou uma mãe com sua filhinha que de repente  tropeçou e caiu, nada de mais,e a mamãe,toda chateada por sua filhinha ter caído,abaixou-se na altura da pequena e fazendo nela um carinho disse:"Owwwnnn, minha lindinha,machucou?"Mas eu parei de varrer,encantada com tanto amor!Tanta ternura...A menina encostou-se nela e o abraço foi lindo,lindo de se ver...Xiiiiuu ...por favor não estrague este momento que é só das duas, de ninguém mais,nem de pai,nem de tia,nem de vó,só delas!
Por Cris

Então,me lembrei que tenho uma poesia que guardo, porque acho fofa e deixo aqui:

Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas.

O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos.
O mar seria um jardim e os barcos seus carrinhos.
Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas.
Conversaria com a lua sobre as crianças estrelas
Falaria de receitas, pastéis de vento, quindins.
Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins !!!!
Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes.
Pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria.
Toda mãe é um pouco fada...
Nossa mãe fada seria.
Se a bruxa fosse mãe, seria uma mãe gozada;
Seria a mãe das vassouras, da família vassourada.
Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
Faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras,
Sentariam comportadas, teriam boas maneiras.
Cada mãe é diferente:
Mãe verdadeira ou postiça, mãe-vovó, mãe titia,
Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice,
toda mãe é como eu disse.
Dona Mamãe ralha e beija, erra, acerta, arruma a mesa,
Cozinha, escreve, trabalha fora,
Reza, esquece, lembra e chora,
Traz remédio e sobremesa...
Tem até pai que é "tipo-mãe"...
Esse, então, é uma beleza!

Do livro "Se as coisas fossem mãe", Sylvia Orthof