Aqueles que não acreditam em mágicas, nunca irão encontrá-la.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ainda bem que eu tive um quintal...



Em São Paulo com meus filhos e meu príncipe...

Passando de carro pelo bairro onde o Dudu está trabalhando, vi uma casa antiga, com um muro baixo e deu para ver o quintal, nossa... nos tempos de hoje,isso é quase impossível,ainda mais aqui em São Paulo.E de repente lembrei-me de qdo era criança e morava em uma casa muito grande, com cômodos enormes, uma varanda deliciosa e ... um quintal e este quintal era o meu mundo, cheio de segredos... Parte dele era cimentado e o resto de terra batida.Não havia flores e nem árvores.Mas se eu subisse numa bancada de madeira que meu pai tinha feito para quarar roupas, avistava o quintal do vizinho.Tinha tudo que uma criança jamais poderia imaginar, árvores de todos os tipos, a que eu mais admirava era a de fruta do conde, mas olhar as laranjas amarelinhas, todas penduradinhas nos galhos, era legal.
Agora o que me fazia feliz era o galinheiro.Laaá no fundo, bem escondidinho.A empregada correndo atrás das galinhas, e como corriam as danadinhas e eu torcendo para que não fossem apanhadas,mas de repente num simples toque eram recolhidas, agarradas pelas penas e eu sabia que o destino delas seria triste.E foi assim que conhecendo a história das pobrezinhas  descobri que os ovos não vinham da feira
e sim delas...

Olha posso dizer com toda certeza,nenhum brinquedo eletrônico nos dias de hoje serão tão emocionantes para uma criança do que ela entrar num galinheiro, achar um ovo e descobrir de onde ele saiu.
                                                                     Por Cris