Aqueles que não acreditam em mágicas, nunca irão encontrá-la.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Se você se decidir, ainda dá tempo...


Oi meu nome é Viviane, tenho 36 anos e já me sentia cansada, estressada e com vários sintomas : Dor de cabeça diária, dor de estômago, falta de apetite, tristeza e o que mais me incomodava, os quilinhos a mais.Até o ano passado, eu morava em São Paulo, batalhei muito para conseguir esta proeza, num apartamento próprio, em um bairro classe média, carro zero, meu filho estudava numa das melhores escolas, tinha tudo que queria ... até que um dia ele me disse assim:"Você me dá tudo que eu quero, mas não me dá o que eu mais preciso..." Ai, lá vem,pensei, coisas de adolescentes.E conclui:"E o que é ?" Então ele me olhou bem sério e o que disse, disparou uma bomba dentro de mim:"VOCÊ."Meu Deus, meus olhos se encheram de lágrimas, eu fiquei estática.Não sei se consegui me fazer entender por ele.Sei que eu trabalhava demais, voltava para casa muito cansada e mal tínhamos tempo para ficarmos juntos.Porque para ter a vida que tínhamos teria que ser assim.Lembro-me que fui para o meu quarto, sentei-me na cama, a porta do guarda-roupas estava aberta e fiquei olhando minhas roupas de marca, meus tênis, minhas bolsas lindas, meus agasalhos que me custaram tanto... e foi naquele momento que percebi o quanto tudo aquilo era supérfluo.Chorei.Um choro que vinha da alma, você já chorou assim? Mas pensei também, perai, eu não tenho nem 40 anos e olha quantas coisas já consegui? E que coisas mesmo eram estas?

Um ano depois eu estou aqui numa cidade do interior.
Foi a decisão mais sábia que eu poderia ter tomado.

Antes, começava o dia já correndo pra lá e prá... hoje, acordo com o barulhinho da chuva na vidraça, coisa linda de se ouvir, os passarinhos fazendo a maior algazarra lá fora no quintal, gente!Eu tenho um quintal!!!O meu filho tem um quintal!
Temos uma garagem, uma varanda cheia de flores e plantas, amo muito tudo isso...


  Uma delícia poder desfrutar de certas coisas, que parecem tão sem importância, mas que ao final do dia percebemos o quanto nos faz bem.
  Comer feijão cozidinho no forno à lenha, milho tirado da brasa, bolo quentinho com café, são pequenas coisas que nos dão tanta paz e nos envolve em momentos tão preciosos, olho pra carinha do meu filho e vejo o sorriso mais lindo que um garoto possa ter.Ele vai de bicicleta para a escola, e nem acredita nisso.Acordamos cedinho para cortar a grama, lavar a frente da casa com a mangueira, coisa que ele nunca tinha visto.E à tardezinha, quando chego do trabalho, caminhamos pelas ruas do bairro, com o nosso mascote, o Thor.





A conclusão que cheguei foi a seguinte:
Não tenho mais o salário que ganhava, mas em compensação tenho meu filho mais junto comigo, mais tempo para fazer o que gosto.
Bom né?

Por Cris.







(Esta história é fictícia.A filha de uma amiga me contou algo parecido e resolvi criar este depoimento.)